quarta-feira, 24 de março de 2010

Como mentir com números

Os presidentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) questionaram, em matéria divulgada hoje, o ranking elaborado pelo Banco Central (BACEN) com os juros praticados pelas instituições financeira do país. Segundo eles, a utilização das taxas médias exercidas "leva à distorção" e "interpretação errônea".

Abusando do tecniquês Aldemir Bendine, presidente do BB, disse que "o crédito teve um movimento de crescimento de crédito muito forte em 2009 e isso implica em relacionamento com uma nova base de clientes. Se há uma tomada destas linhas por uma concentração maior com um perfil de risco um pouco mais elevado [por exemplo, por novos clientes], é natural que, na média, aconteça uma elevação da média praticada naquele mês".

Em linhas gerais ele quer dizer que a mínima e a máxima taxa de juros praticada pela instituição se mantiveram, no entanto, os contratos com novos clientes foram feitos a taxas mais altas que anteriormente - dentro daquele intervalo - causando um aumento da média. É isso mesmo que você entendeu: a taxa média aumentou, mas eles não querem que o BACEN divulgue assim porque passa idéia de que A TAXA MÉDIA AUMENTOU!

É ou não é um absurdo?

Fonte: G1 - Economia e Negócios. Acessado em 24 de março de 2010. http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1543306-9356,00.html

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Quem tem medo do lobo mau?

Raúl Castro e Lula, em visita a Cuba
No fim de fevereiro passado o prisioneiro político cubano Orlando Zapata morreu, aos 42 anos, após 85 dias em greve de fome. A morte do dissidente do regime dos Castro coincidiu com a visita do presidente Lula ao país. Quando perguntado a respeito, o presidente assumiu optou por não discordar da posição de seus anfitriões em relação aos direitos humanos e à democracia, mas mostrou-se consternado pelo acontecido. O que popularmente pode ser chamado de 'ficar em cima do muro'.

Posições semelhantes por parte do governo brasileiro em relação a outros países têm sido alvos da crítica internacional, que vê as relações diplomáticas do governo brasileiro com os de Cuba, Venezuela e Irã como amigáveis demais. Se esperava que o Itamaraty pressionasse esses países a cumprir resoluções das Nações Unidas, a se abrir politicamente ou a prezar pela liberdade de imprensa. O governo brasileiro, no entanto, prefere se fingir de desentendido e fazer vistas grossas aos problemas internos de outros países, em favor dos interesses comerciais e diplomáticos do Brasil com os mesmos. E o governo está certo.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Mudanças de Ano Novo (em março?)

Seja Bem-Vindo
Design novo, post novo, vida nova. Em mais um arroubo de ânimo tentei reativar meu blog. Deu trabalho, mas valeu a pena, fiquei satisfeito com o resultado. Se você já conhecia o blog vai perceber que as mudanças foram radicais, se é a primeira vez que acessa, seja bem-vindo.

Agora, se você gostar de um dos artigos poderá usar o "Share This" no fim do texto para compartilhá-lo em sua rede social ou 'bookmark' preferido - ou até por email. Há ainda a opção de retweet e de compartilhar no Orkut.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Who’s the man?

Minha primeira eleição para presidente foi a de 2006, onde Lula foi reeleito. Eu não votei nele no primeiro turno e anulei meu voto no segundo. Isso porque não gosto do Lula. Ele é populista e toma posições dúbias quando se trata de seus camaradas; eu odeio esse "jogue o jogo" político, todo o cinismo e falsidade que cerca o cenário nacional, e pra mim ele é adepto desse tipo de comportamento. Além disso, muitas políticas do governo são incompletas e não têm objetivos de longo prazo. A educação básica é desprezada em prol da técnica/superior - pelo retorno mais rápido, penso eu. Ao contrário do presidente eu não acredito que políticas como ProUni, cotas raciais e Bolsa Família são soluções para as distorções sociais brasileiras. Como são feitas hoje, elas são paliativas. Mas o que me fez escrever hoje não foram as políticas do governo e sim o presidente em si.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Negros no Brasil, a segregação persiste

Nós, brasileiros, gostamos de pensar que racismo só existe lá fora. Que somos todos um povo só, e que foi-se o tempo em que a cor da pele era um fator relevante. Infelizmente não é verdade.

De fato, socialmente, o negro é mais aceito no Brasil que em outros países, no sentido de haver menos segregação racial. Salvo, claro alguma mentes inferiores que ainda acham que o exterior dita o conteúdo.

No entanto, quando se vê econômica e estatisticamente, o negro continua na base da pirâmide social. São a maioria nos trabalhos de baixa remuneração e recebem 90,7% menos que os branco, segundos dados do IBGE para o mês de setembro.

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