quarta-feira, 14 de outubro de 2009

2009 - O ano da recuperação

A crise que abalou o mercado mundial em meados do ano passado parece, enfim, espraiar. A maioria dos países desenvolvidos ainda patinam na retomada do crescimento e o Brasil parece ter se saído bem quando comparado aos demais, subdesenvolvidos ou não.

Ao contrário do que nos foi dito de início, a crise aqui não foi apenas uma marolinha. A produção nacional caiu fortemente durante todo o último trimestre de 2008 e primeiro semestre deste ano, tendo o PIB apresentado ligeiro recuo por dois trimestres seguidos. Diversas empresas fecharam linhas de produção e exploração, desempregos setoriais e programas de férias coletivas foram observados, além da queda de arrecadação com impostos - reflexo da desaceleração econômica. Contudo, o impacto poderia ser bem maior. O fundo do poço, afinal, não era tão fundo assim.

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domingo, 13 de setembro de 2009

Tecnologia x Desemprego

Todos nós já ouvimos aquela história de que o computador tira empregos, que a tecnologia torna o homem secundário nas atividades produtivas e que a expansão tecnológica trará conflitos trabalhistas e sociais no futuro. Bullshit.

Essa idéia absurda é disseminada por aqueles que têm medo da mudança, que têm visão curta e não vêem os inúmeros avanços possíveis através do desenvolvimento tecnológico. Existem, obviamente, efeitos colaterais - a bomba atômica e o sedentarismo, por exemplo - mas no fim os benefícios superam de longe os problemas.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Decifrando Economia - Commodity

Considerando que o "tecniquês" econômico é muitas vezes incompreensível aos 'não-economistas' (e atendendo a pedidos) decidi iniciar essa nova série: Decifrando Economia.

Comecemos pela expressão commodity (pl. - commodities), expressão da língua inglesa que surge diariamente no noticiário ecomico. Segundo o thefreedictionary.com a expressão se tornou obsoleta para determinar uma determinada quantidade de bens, passando a denominar algo útil que possa ser convertido em vantagem comercial ou de outro tipo.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pré-sal - Uma dádiva de Deus?

Em cerimônia oficial ontem, o presidente Lula apresentou projeto que será levado a plenário no Congresso quanto à regulação de extração de petróleo na camada pré-sal. Alguns pontos acerca do assunto ficam no ar e alguns outros devem ser considerados.

A própria posição do presidente Lula em relação à camada pré-sal é muito clara (a um ano das eleições onde ele pretende fazer de Dilma Rousseff sua sucessora). Em matéria do Jornal O Globo, falando a respeito do projeto, ele diz: "Quanto mais tempo demorar, mais vai demorar para a gente tirar proveito dessa riqueza". RIQUEZA. Aqui mora o primeiro problema.

O petróleo é uma commodity relevante na balança comercial mundial e muitos países têm cadeias produtivas baseadas nela (como Brasil e EUA, onde o transporte rodoviário é o mais usado pela população e indústria). No entanto o petróleo pode ser uma verdadeira maldição - e o próprio Lula admite. Matéria da SUPER essa semana faz um panorama interessante quanto aos problemas que grandes produtores de petróleo enfrentam, a tendêcia ao enfraquecimento democrático, aumento de desigualdades sociais e conturbações políticas (confiram na integra aqui).

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mais do Mesmo

Collor, Crivela, Calheiros, Sarney, Inácio da Silva... Esses são sobrenomes recorrentes nos dias de hoje no noticiário político brasileiro. O que eles tem em comum? Querem que você acredite na teoria da conspiração. Querem que você acredite que não existem pessoas sérias e comprometidas com a lei nesse país. Que, a exemplo das instituições e/ou grupos políticos que representam, não existem órgãos regulatórios e de Justiça que funcionem para o bem público.

A imprensa tem sim força sobre a opinião pública e tem sim algo de irritante na constante repetição de assuntos, sobretudo nos telejornais. No entanto, isso não quer dizer nada mais do que já diz: a imprensa é uma forte e, por vezes, irritante instituição democrática. É aqui que reside o problema de nossos (in)digníssimos representantes. A democracia ainda não foi bem digerida cá nas terras tupiniquins, é ainda algo meio controverso e asqueroso aos olhos de quem cresceu vendo o coronelismo e a ditadura militar. A ordem do dia é, então, atacar aquele que "ataca". Pois, o noticiário político só é podre e fétido porque quem o transmite e faz saber o produz assim.

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