terça-feira, 15 de junho de 2010

God Save the Queen


Elizabeth II, em 1953.
É comum observar o tom de ironia de comentaristas e telespectadores de competições esportivas quando o famoso "God save the Queen" é entoado, graças ao fato de a versão reduzida destinada às competições repetir várias vezes a frase título - e essa ser, na verdade, a única parte que todos se lembram da canção. Embora nunca tenha sido declarada hino oficial do Reino Unido - onde outros países têm seus próprios hinos, como Escócia e Gales - ou da Inglaterra, a canção foi adotada por prática e costume e sua execução é opcional em eventos não-oficiais, sendo, no caso, executadas outras canções nacionais de igual valor.

O fato do hino nacional tratar apenas do monarca é motivo de estranheza para nós, desacostumados com o conceito de monarquia. O mesmo fato se repete nos Estados Unidos, que fazem piada com os ingleses, entre outros motivos, por sua adoração à Rainha. Nos falta o entendimento de que, para os monarquistas, o soberano não é apenas uma pessoa de carne e osso. Ao entoar os versos de seu hino, os ingleses - e boa parte dos súditos da Commonwealth Realms - não estão rezando pela saúde e longa vida apenas da senhorinha que usa uma coroa, vive num palácio e ganha 20 milhões de dólares ao ano para seu sustento e sua família (também conhecida como Sua Majestade Elizabeth II, pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus outro Reinos e Territórios, Chefe da Commonwealth e Defensora da Fé), estão também exaltando tudo o que a Rainha representa. E o que ela representa? A monarquia.

Continue lendo >>

segunda-feira, 7 de junho de 2010

10 mandamentos para construir uma sociedade perfeita

"Dez mandamentos para construir uma sociedade perfeita" ou "Breve incursão à Filosofia".


I - Ser honesto
II - Ser justo
III - Ser racional
IV - Ser pacífico
V - Cumprir as Leis
VI - Respeitar as individualidades
VII - Não ser etnocêntrico
VIII - Considerar-se igual aos que seguem esses mandamentos
IX - Entender que gostos e posições morais não devem ser Lei.
X - Entender que a maioria só deve legislar sobre o que afeta outrens

Continue lendo >>

terça-feira, 30 de março de 2010

Tecnologia no campo também gera riqueza

Em setembro do ano passado escrevi um post sobre commodities. A idéia era desmistificar um conceito econômico muitas vezes confuso, mostrando os diversos tipos de commodity negociadas no mercado assim como mostrar que a volatilidade das commodities agrícolas aliada ao seu peso nas exportações brasileiras representavam um risco a longo prazo. 

Hoje me deparei com um post da Fabiane Stefano no blog Mundo Agro, do Portal EXAME, que me chamou atenção e me levou a reiterar meus argumentos. Em momento algum eu tive intenção de afirmar que o agronegócio ou o comércio de commodities era prejudicial ao país. O que procurei mostrar que é preferível ao país focar em políticas que aumentem o papel de bens industriais e tecnológicos na carteira de exportações, de forma que os altos e baixos dos preços agrícolas não afetem fortemente nossa economia - como ocorreu muitas vezes no passado.

Continue lendo >>

sábado, 27 de março de 2010

Nardonis, Luzes e Copa do Mundo

Quando eu acabar de escrever este post a Hora do Planeta terá acabado (aqui no Brasil). A Hora do Planeta é um evento mundial ligado à WWF que convida as pessoas a apagarem suas luzes durante uma hora em prol Meio Ambiente e em combate ao aquecimento global. A meta é que 1 bilhão de pessoas em todo planeta se mobilizem.

Há menos de 24 horas atrás, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, foram declarados culpados pelo homicídio da filha de Nardoni em março de 2008. Durante os cinco dias de julgamento, populares se aglomeraram em frente ao Fórum onde o caso corria. Pessoas que saíram de suas casas, muitas vezes em outros estados, para " ver a cara deles depois da monstruosidade que fizeram” - nas palavras de uma manicure de 60 anos presente no local durante toda a noite do último dia.

Continue lendo >>

quarta-feira, 24 de março de 2010

Como mentir com números

Os presidentes do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) questionaram, em matéria divulgada hoje, o ranking elaborado pelo Banco Central (BACEN) com os juros praticados pelas instituições financeira do país. Segundo eles, a utilização das taxas médias exercidas "leva à distorção" e "interpretação errônea".

Abusando do tecniquês Aldemir Bendine, presidente do BB, disse que "o crédito teve um movimento de crescimento de crédito muito forte em 2009 e isso implica em relacionamento com uma nova base de clientes. Se há uma tomada destas linhas por uma concentração maior com um perfil de risco um pouco mais elevado [por exemplo, por novos clientes], é natural que, na média, aconteça uma elevação da média praticada naquele mês".

Em linhas gerais ele quer dizer que a mínima e a máxima taxa de juros praticada pela instituição se mantiveram, no entanto, os contratos com novos clientes foram feitos a taxas mais altas que anteriormente - dentro daquele intervalo - causando um aumento da média. É isso mesmo que você entendeu: a taxa média aumentou, mas eles não querem que o BACEN divulgue assim porque passa idéia de que A TAXA MÉDIA AUMENTOU!

É ou não é um absurdo?

Fonte: G1 - Economia e Negócios. Acessado em 24 de março de 2010. http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1543306-9356,00.html

Continue lendo >>